sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Líbia enfrenta uma batalha desde o começo deste ano, quando manifestações pedindo a renúncia do ditador Kadhafi, há 42 anos no poder, se tornaram confrontos violentos e passaram a ser reprimidos com força pelo regime.
Nesta sexta-feira havia sinais de uma abordagem mais organizada. Os revoltosos afirmaram que mais oficiais treinados estão no front, foguetes mais pesados foram vistos rumando para Ajdabiyah na noite de quinta-feira e o posto de passagem estava verificando quem atravessava.
"Só quem tem armas pesadas está podendo passar. Civis sem armas são proibidos", disse Ahmed Zaitoun, um dos combatentes rebeldes e parte de uma brigada de voluntários civis que receberam mais treinamento que a maioria.
"Hoje temos oficiais indo conosco. Antes íamos sozinhos", disse ele, e apontou um homem que reclamava por ser detido em um posto de passagem, acrescentando: "Ele é um garoto e não tem arma. O que vai fazer lá?"
Na estrada entre Ajdabiyah e a "capital rebelde" Benghazi, armas eram posicionadas em valas recém cavadas mirando Ajdabiyah e o front de batalha, o primeiro sinal de posições de defesa organizada protegendo Benghazi.
MisrataForças leais ao ditador estão atacando nesta sexta-feira a cidade de Misrata, controlada pelos rebeldes antigoverno, segundo um porta-voz oposicionista.
Os ataques ocorrem no centro da cidade, e lojas e casas estão sendo alvejadas. Tanques, granadas lançadas de foguetes e morteiros estão sendo usados.
Ainda não havia confirmação independente.
No dia 17 deste mês, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que valida quaisquer medidas necessárias para impedir um massacre de civis.
Dois dias depois, a coalizão internacional liderada por Estados Unidos, França e Grã-Bretanha começou a bombardear a Líbia.
Apesar de os ataques americanos terem afetado bastante a capacidade militar líbia, os rebeldes não conseguiram aproveitar a circunstância para "virar o jogo" militarmente, e as forças de Kadhafi seguiam ganhando terreno rumo ao leste.
Rebeldes guardam entrada da cidade de Ajdabiyah nesta sexta-feira (1º) (Foto: AP)Rebeldes guardam entrada da cidade de Ajdabiyah nesta sexta-feira (1º) (Foto: AP)
Tiros em Trípoli
Tiros de armas pesadas e automáticas foram ouvidos no centro de Trípoli, capital da Líbia, na madrugada desta sexta, segundo testemunhas.
Não ficou claro o que gerou o tiroteio, que durou cerca de 20 minutos e parou antes de amanhecer. Carros aceleravam pelas ruas centrais.
A capital é o principal reduto de Kadhafi e é onde fica seu complexo fortificado Bab al-Aziziyah.

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